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04 08 PEN noticia Estados Unidos, Rússia e China estão investindo fortemente em reatores modulares pequenos (SMRs, na sigla em inglês) como uma estratégia essencial para acelerar a transição para a energia limpa, combater as mudanças climáticas e garantir a segurança energética global. Com menor custo e tempo de construção em comparação aos reatores nucleares tradicionais, os SMRs têm se consolidado como uma das principais apostas para o futuro da matriz energética mundial.

Um dos exemplos mais simbólicos dessa nova era nuclear está ancorado na costa da Sibéria: a Akademik Lomonosov, primeira usina nuclear flutuante do mundo, utiliza SMRs para abastecer cerca de 200 mil pessoas. A mesma tecnologia também move submarinos americanos em missões estratégicas. Esses reatores compactos vêm sendo vistos como peças-chave para democratizar o acesso à energia nuclear, especialmente em regiões onde os grandes reatores são inviáveis.

A promessa dos SMRs é atrativa: por serem menores e mais flexíveis, podem ser montados em locais remotos ou em terrenos com restrições, como substitutos de usinas a carvão desativadas. Além disso, eles oferecem uma alternativa firme às fontes renováveis intermitentes, como a energia solar e eólica.

Disputa geopolítica pelo domínio do mercado

A corrida pelo domínio dessa tecnologia tornou-se uma disputa geopolítica estratégica. Os Estados Unidos têm investido bilhões de dólares em pesquisa e parcerias internacionais, buscando recuperar espaço após perder a dianteira em energias renováveis para a China. Enquanto isso, a China já possui um SMR terrestre em operação e lidera na construção de novos reatores nucleares, enquanto a Rússia mantém a liderança no fornecimento do combustível usado nos SMRs — o urânio HALEU, enriquecido em níveis mais altos que os combustíveis convencionais.

Apesar dos avanços, os EUA ainda enfrentam desafios. O projeto da NuScale, pioneiro na aprovação regulatória de SMRs no país, foi descontinuado em 2023 devido ao aumento de custos. Isso lançou dúvidas sobre a viabilidade econômica do modelo, mesmo com apoio governamental e promessas de exportação.

Aposta diplomática e estratégica dos EUA

Na arena internacional, os EUA têm redobrado os esforços diplomáticos para impulsionar seus SMRs. O governo lançou o programa FIRST, que destinou US$ 72 milhões a ações de apoio técnico e estratégico a países interessados. Além disso, bancos públicos americanos prometeram mais de US$ 4 bilhões para financiar projetos como o de dois reatores SMR na Polônia, desenhados pela GE Hitachi Nuclear Energy.

A estratégia é clara: construir alianças duradouras com países em busca de alternativas ao gás natural russo ou à influência tecnológica chinesa. Na COP28, os EUA lideraram uma coalizão internacional que se comprometeu a triplicar a capacidade nuclear global, reforçando o compromisso com a tecnologia SMR.

Obstáculos e futuro da tecnologia

Apesar do entusiasmo, analistas alertam que a popularização dos SMRs exigirá tempo e enfrentará obstáculos. A produção de combustível ainda depende da Rússia, e a competição com fontes fósseis baratas nos EUA pressiona a competitividade da nova tecnologia. Além disso, há o desafio de provar a viabilidade econômica e a segurança operacional dos SMRs em larga escala.

Mesmo assim, a Agência Internacional de Energia (AIE) vê os SMRs como essenciais para dobrar a capacidade nuclear até 2050, objetivo considerado crucial para conter o avanço das emissões de carbono. Segundo a organização, o "renascimento nuclear" já está em andamento, com novos reatores entrando em operação na Ásia e Europa e reativações de usinas no Japão.

A próxima década será decisiva para saber se os SMRs consolidarão sua promessa como protagonistas da transição energética global. Se bem-sucedidos, poderão não apenas acelerar a descarbonização do planeta, mas também redesenhar os mapas da influência geopolítica e da segurança energética no século XXI.

Fonte: CNN Brasil

01 08 PEN Brasil avança na construção NoticiaO Brasil está dando um passo histórico com a construção do primeiro submarino nuclear da América Latina. Trata-se de um projeto estratégico de grande relevância nacional, que marca o domínio de uma tecnologia dominada por poucas nações no mundo e reforça a soberania do país.

Movido a energia nuclear, mais especificamente a urânio enriquecido, o submarino terá a capacidade de operar por longos períodos no mar sem necessidade de reabastecimento. Essa autonomia confere uma vantagem significativa para a defesa nacional e representa um marco importante para o setor nuclear brasileiro.

Mais do que um avanço na área militar, o projeto tem desdobramentos positivos em diversas áreas civis, como a produção de radiofármacos para uso na medicina, a esterilização de alimentos e o fortalecimento das pesquisas voltadas à geração de energia elétrica por meios nucleares.

A construção da embarcação está sendo realizada em parceria com a Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep), no município de Itaguaí (RJ), consolidando um importante polo tecnológico e industrial no estado do Rio de Janeiro.

Saiba mais AQUI!

Fonte: ABEN

29 07 PEN noticia Estão abertas as inscrições para o I Workshop sobre Aplicações das Tecnologias das Radiações, que será realizado nos dias 10 e 11 de setembro de 2025, no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), em São Paulo. Promovido em parceria por ABEN, IPEN, IEN e CNEN, o evento reunirá especialistas, estudantes e profissionais para debater os avanços e aplicações das tecnologias das radiações em áreas estratégicas como saúde, meio ambiente, alimentos e indústria.

A programação do workshop será dividida em dois dias: no dia 10 de setembro, o público poderá acompanhar painéis temáticos, mesas-redondas e debates com especialistas; já no dia 11, estão previstas visitas técnicas aos centros CELAP e CETER, além de cursos de atualização. Entre os temas em destaque estão: irradiação de alimentos, cibersegurança na indústria nuclear, protonterapia, radiofármacos, sustentabilidade, economia circular, microplásticos e meio ambiente, entre outros assuntos de relevância nacional e internacional.

As inscrições podem ser feitas pela plataforma Sympla, acessando AQUI.

Fonte: ABEN

22 04 PEN ABCM noticiaO século XXI será marcado pelo avanço da energia nuclear como uma solução estratégica para a matriz energética global. As tecnologias nucleares evoluem rapidamente em diversas frentes, tornando-se cada vez mais seguras, eficientes e sustentáveis. Graças à abundância de urânio no território brasileiro e ao potencial de novas tecnologias, o país tem uma oportunidade única de se consolidar como referência no uso dessa fonte energética. Entre as inovações em desenvolvimento, os reatores modulares, a reciclagem de combustível nuclear e a fusão nuclear representam caminhos promissores para um futuro energético mais seguro e limpo.

Para enfrentar os desafios dessa nova era, a ABCM – Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas – tem o prazer de lançar a 2ª Escola de Inverno de Energia da ABCM. Nesta segunda edição, a ênfase será na Energia Nuclear.

Uma excelente oportunidade para alunos de graduação: a China National Nuclear Corporation (CNNC) está financiando 80 inscrições, que serão concedidas por ordem de envio do formulário de inscrição.

O evento será realizado nas dependências do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, entre os dias 04 e 07 de agosto de 2025.

Se você é estudante ou profissional atuante na área, terá a oportunidade de ter uma formação rápida e concisa dos seguintes temas: fundamentos de reatores nucleares, ciclo de combustível nuclear, reatores de potência, reatores pequenos modulares (SMRs), reatores de propulsão naval, reatores espaciais, reatores de pesquisa, centrais de nucleares flutuantes, reatores para indústria de petróleo e gás, cogeração, dessalinização nuclear, segurança nuclear, proteção física e licenciamento de instalações nucleares. Serão 4 ou 5 aulas concentradas nas manhãs e no período da tarde serão oferecidas palestras técnico-científicas de pesquisadores e profissionais com destaque de atuação na área.

Acesse o site oficial do evento AQUI.

Faça já sua inscrição!

As inscrições para a 2ª Escola de Inverno de Energia da ABCM foram prorrogadas até 1º de agosto de 2025

Informações adicionais, contate o e-mail: This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

24 07 PEN Noticia A tecnologia de pequenos reatores modulares (SMRs) está ganhando cada vez mais espaço no cenário global, impulsionada pelo crescente interesse do setor privado e pelo fortalecimento do apoio governamental ao seu potencial como ferramenta de descarbonização profunda. De acordo com a terceira edição do NEA Small Modular Reactor Dashboard, relatório elaborado pela Agência de Energia Nuclear (NEA), há atualmente 74 projetos de SMRs em desenvolvimento ativo em todo o mundo.

A distribuição geográfica dos projetos revela uma ampla mobilização internacional: 30 deles são conduzidos por 25 organizações sediadas na América do Norte; 20 projetos por 19 organizações na Europa; 10 por cinco organizações em países asiáticos membros da OCDE; cinco na China; cinco na Rússia; dois na África; um na América do Sul; e um no Oriente Médio.

Segundo o diretor-geral da NEA, William D. Magwood IV, os SMRs já são parte central das estratégias energéticas de um número crescente de países. Ele destaca que os principais motores estratégicos para a adoção desses reatores incluem o aumento da demanda por eletricidade — especialmente impulsionada por data centers e serviços digitais —, as necessidades de segurança energética e os compromissos nacionais com metas climáticas. “Esses fatores estão se intensificando, e os SMRs estão bem posicionados para atender a essas demandas”, afirma.

O painel apresenta a avaliação mais abrangente até o momento sobre o avanço dos SMRs rumo à comercialização. Sete projetos já estão em operação ou em construção, enquanto outros avançam em ritmo acelerado para se tornarem os primeiros do tipo em seus países. A NEA observa que, apesar de alguns projetos ainda estarem em fase conceitual, muitos têm potencial para ganhar tração nos próximos anos. A variedade de modelos e abordagens, por outro lado, representa tanto um desafio quanto uma oportunidade em relação à padronização, otimização da cadeia global de suprimentos e viabilidade econômica.

O relatório revela também que 51 projetos estão em fase de pré-licenciamento ou licenciamento em 15 países e que existem cerca de 85 conversas ativas entre desenvolvedores e proprietários de locais para instalação. O cenário de financiamento também apresentou avanços: desde a edição anterior do painel, publicada em 2024, houve um aumento de 81% no número de projetos com ao menos uma fonte de financiamento confirmada.

Quanto à situação regulatória, três projetos já obtiveram licença de operação; sete têm licença de construção; um recebeu aprovação de projeto; sete estão com pedidos de licença em análise; e 33 estão em pré-licenciamento. Em 23 casos, não há informações públicas verificáveis sobre o status de licenciamento.

Apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta desafios significativos. Um dos principais entraves é o fornecimento de combustível do tipo HALEU (urânio de baixo enriquecimento com teor mais alto), essencial para diversas tecnologias em desenvolvimento. Magwood ressalta a importância de uma ação internacional coordenada para garantir o fornecimento adequado desse insumo. Ele também aponta que as próximas edições do painel deverão abordar questões relacionadas à infraestrutura industrial e à cadeia de suprimentos nuclear, que enfrentam limitações diante da demanda crescente.

O painel da NEA traz informações detalhadas sobre cada projeto, incluindo conceito tecnológico, tipo de combustível, temperatura de operação, requisitos de enriquecimento, entre outros. As avaliações são baseadas exclusivamente em fontes públicas verificáveis e, quando possível, complementadas por consultas a desenvolvedores, com verificação independente. Pela primeira vez, o painel está disponível em formato digital e interativo, com acesso direto ao banco de dados da NEA sobre SMRs. As informações da terceira edição refletem o status dos projetos até 14 de fevereiro de 2025.

Fonte: Petronoticias

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