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A COPPE/UFRJ foi destaque no Hackathon IA 2026, competição que reuniu estudantes, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas para desenvolver soluções de inteligência artificial voltadas a desafios reais do setor energético. Entre as equipes vencedoras está a Corp, que conquistou o primeiro lugar com uma proposta desenvolvida pela doutora pelo Programa de Engenharia Nuclear (PEN) da COPPE, Larissa Cunha Pinheiro, em parceria com participantes de outras instituições.

Realizado entre os dias 25 e 27 de setembro, no Instituto 12, no Leblon, o hackathon reuniu 60 finalistas, distribuídos em 12 equipes, selecionados entre mais de 530 inscritos. Durante a maratona, os participantes trabalharam com dados reais e buscaram soluções para problemas relacionados à transição energética, eficiência do sistema elétrico e aproveitamento de fontes renováveis.

A equipe Corp desenvolveu a Predicta, tecnologia que utiliza inteligência artificial para antecipar picos de demanda e indicar períodos de menor custo e maior eficiência para o consumo de energia. A proposta tem potencial para auxiliar distribuidoras na redução da pressão sobre a rede e contribuir para que consumidores utilizem a energia de forma mais eficiente.

Formada por Larissa Cunha Pinheiro (COPPE), Pedro Aquino da Costa e Rômulo Ferreira Goes (UFF), Raul de Almeida Castro Neto (UERJ) e Ricardo Fernandes de Araújo (CEFET/RJ), a equipe recebeu como premiação R$ 10 mil, US$ 10 mil em créditos da AWS e duas semanas de acesso ao Supercomputador Santos Dumont, instalado no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).

Inteligência artificial aplicada a desafios reais

Ao longo da competição, os participantes receberam orientação de mentores especializados em energia, inteligência artificial, produto, inovação e negócios. A proposta foi transformar dados e problemas concretos do setor elétrico em protótipos com potencial de aplicação prática.

Entre os desafios trabalhados estavam o aproveitamento da geração de energia renovável, a previsão de demanda energética, a descarbonização de processos industriais, a análise de informações regulatórias e a confiabilidade da rede de transmissão.

Além da equipe vencedora, a competição premiou a CapiWatt, em segundo lugar, com uma ferramenta de IA voltada à pesquisa e organização de processos regulatórios da Aneel, e a GPU Team, que ficou em terceiro lugar com uma solução baseada em dados do ONS para identificar gargalos na transmissão e simular investimentos em infraestrutura.

Da competição à inovação

O Hackathon IA 2026 também buscou estimular a continuidade das soluções desenvolvidas. Os projetos de maior destaque poderão avançar para novas etapas, incluindo possibilidades de incubação e aproximação com empresas interessadas em levar as propostas adiante.

A iniciativa foi promovida pela Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ e pela Made in Rio, em parceria com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), AWS, LNCC e Prefeitura do Rio de Janeiro, com patrocínio da OceanPact, Visagio, Sebrae e Faperj.

A participação da pesquisadora vinculada ao Programa de Engenharia Nuclear da COPPE e a conquista do primeiro lugar reforçam o potencial da formação científica e tecnológica da instituição para transformar conhecimento em soluções aplicadas a desafios estratégicos da sociedade.

Fonte: COPPE/UFRJ

 

Entre os dias 23 e 26 de novembro de 2026, será realizado o Workshop Nuclear 2026 – III Simpósio sobre Radônio no Brasil, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Nuclear (PPGEN) do Instituto Militar de Engenharia (IME).

O evento será realizado ao longo de quatro dias, reunindo palestras, painéis, hangouts e apresentações de trabalhos, em uma programação dedicada ao debate científico e técnico na área de Engenharia Nuclear.

O III Simpósio sobre Radônio no Brasil integra a programação do Workshop Nuclear e amplia o espaço de discussão sobre temas relacionados ao radônio e à Engenharia Nuclear, reunindo pesquisadores e profissionais para o intercâmbio de conhecimentos e experiências.

Desde 2021, o Workshop Nuclear tem como objetivo promover o debate entre pesquisadores da área de Engenharia Nuclear, consolidando-se como um espaço estratégico de diálogo científico e técnico no âmbito do PPGEN/IME.

Além das atividades de apresentação e discussão de pesquisas, os trabalhos selecionados no evento poderão ser publicados na Revista Militar de Ciência e Tecnologia (RMCT) ou na Brazilian Journal of Radiation Sciences (BJRS), ampliando a divulgação da produção científica apresentada durante o encontro.

O Workshop Nuclear 2026 representa uma oportunidade para pesquisadores, estudantes e profissionais acompanharem discussões atuais da área, compartilharem resultados de pesquisas e fortalecerem a integração entre diferentes grupos que atuam no campo da Engenharia Nuclear.

Participe do Workshop Nuclear 2026 – III Simpósio sobre Radônio no Brasil!

Fonte: IME

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O físico Giovanni Laranjo de Stefani, professor do Programa de Engenharia Nuclear da Coppe/UFRJ, apresentou os avanços e desafios das pesquisas brasileiras envolvendo o tório como combustível para a geração de energia nuclear. Em entrevista ao Poraquê, o pesquisador destacou a trajetória nacional de estudos sobre o elemento e as possibilidades abertas por novos ciclos de combustível.

O Brasil possui recursos relevantes de tório e desenvolve pesquisas na área desde a década de 1950. Diferentemente do urânio utilizado convencionalmente como combustível, o tório-232 não é naturalmente físsil, mas pode absorver nêutrons dentro de um reator e dar origem ao urânio-233, que pode ser empregado como combustível nuclear.

Segundo Stefani, o interesse pelo elemento vai além da possibilidade de substituir o urânio. As pesquisas investigam configurações capazes de melhorar o aproveitamento dos recursos naturais, estratégias de reciclagem e ciclos que podem apresentar um perfil diferente de rejeitos radioativos de longa vida.

Pesquisa desenvolvida na UFRJ

Stefani coordena o Laboratório de Design de Reatores (LaboraThorium), inaugurado em 2025 e dedicado ao projeto e à análise de tecnologias nucleares inovadoras. Entre as linhas investigadas estão pequenos reatores modulares (SMRs), microrreatores, reatores de nova geração, física de reatores, modelagem neutrônica e mutifisica, otimização de parâmetros de projeto e combustíveis avançados.

O pesquisador também integra o Grupo de Pesquisa do Tório da UFRJ, criado em 2021, e lidera a Rede Nacional de Pesquisa em Tório, que busca aproximar universidades, institutos de pesquisa e organizações do setor nuclear em torno de uma agenda conjunta de desenvolvimento científico e tecnológico.

Apesar do potencial, Stefani ressalta que ainda existem desafios importantes antes de uma utilização industrial ampla do tório. Entre eles estão o desenvolvimento e a qualificação de combustíveis, a criação de uma cadeia de fabricação e fornecimento, a validação experimental das tecnologias e questões econômicas e regulatórias.

Para o pesquisador, avançar nos estudos representa também uma oportunidade estratégica para o Brasil, reunindo recursos minerais disponíveis no país, conhecimento científico acumulado e formação de recursos humanos especializados para investigar novos caminhos para a energia nuclear.

Fonte: PORAQUÊ

Título: "Modelagem e Análise Dinâmica do Escoamento Intermitente Gás-Líquido Transiente"

Aluno: Zhongheng Lai

Orientador: Su Jian

Data: 23/10/2026
Horário: 10h
Local: Sala I 214

Banca Examinadora:
Prof. Su Jian (PEN/POLI/UFRJ)
Prof. Gabriel Caetano Gomes Ribeiro da Silva (PEN/POLI/UFRJ)
Prof. Gustavo Rabello dos Anjos (PEM/COPPE/UFRJ)
Prof. Guangming Fu (China University of Petroleum-Beijing)

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