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A NUCLEP participou, em Brasília, de uma importante agenda institucional voltada ao debate sobre inovação, competitividade industrial e fortalecimento de setores estratégicos para o desenvolvimento do Brasil. O encontro reuniu parlamentares, autoridades governamentais, representantes da indústria e especialistas para discutir iniciativas capazes de impulsionar a soberania tecnológica nacional.
Durante o evento, foram abordados temas relacionados ao avanço da tecnologia, à ampliação da capacidade produtiva brasileira e à valorização da indústria de alta complexidade, considerada fundamental para garantir maior autonomia ao país em áreas sensíveis e estratégicas.
A participação da NUCLEP reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento tecnológico nacional e com projetos que contribuem para a segurança energética, a defesa e o fortalecimento da Base Industrial Brasileira. Reconhecida por sua expertise na fabricação de equipamentos de grande porte para os setores nuclear, de defesa, óleo e gás e geração de energia, a companhia tem desempenhado papel relevante na execução de projetos estruturantes para o país.
A agenda em Brasília também destacou a importância da integração entre governo, indústria e centros de pesquisa para ampliar investimentos em inovação, qualificação profissional e desenvolvimento tecnológico, criando condições para o aumento da competitividade da indústria nacional no cenário global.
Ao participar das discussões, a NUCLEP reafirma sua atuação como uma das principais empresas estratégicas do Brasil, contribuindo para o avanço tecnológico e para a construção de um futuro mais sustentável, inovador e soberano para o país.
Fonte: Defesa em foco
O Brasil segue avançando na consolidação de sua autonomia tecnológica no setor nuclear. A ampliação da capacidade de enriquecimento de urânio pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em parceria com a Marinha do Brasil, representa um marco estratégico para a segurança energética nacional e para o fortalecimento da indústria nuclear do país.
Com a entrada em operação da 10ª cascata de ultracentrífugas na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), em Resende (RJ), o Brasil passou a produzir quantidade suficiente de urânio enriquecido para atender aproximadamente 70% da demanda de uma recarga anual da Usina Nuclear de Angra 1, reduzindo significativamente a necessidade de contratação de serviços de enriquecimento no exterior.
A tecnologia utilizada no processo foi desenvolvida integralmente no Brasil pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), colocando o país entre o seleto grupo de nações que dominam a tecnologia de enriquecimento de urânio por ultracentrifugação.
O enriquecimento de urânio é uma etapa fundamental do ciclo do combustível nuclear. O processo consiste em aumentar a concentração do isótopo U-235, necessário para a geração de energia nos reatores nucleares. Atualmente, a INB possui autorização para produzir urânio enriquecido utilizado no abastecimento das usinas de Angra 1 e Angra 2, além de atender futuras demandas de Angra 3.
A conclusão da primeira fase da usina de enriquecimento representa um passo importante para a nacionalização da cadeia produtiva nuclear, ampliando a independência tecnológica brasileira em um setor considerado estratégico para o desenvolvimento econômico e energético do país.
Historicamente, parte do serviço de enriquecimento do urânio utilizado nas usinas nucleares brasileiras precisava ser contratada no exterior. Com a expansão da infraestrutura nacional, o Brasil reduz sua exposição às oscilações do mercado internacional e fortalece sua soberania tecnológica.
Segundo informações da INB, a próxima etapa do projeto prevê a implantação da chamada Usina Comercial de Enriquecimento de Urânio (UCEU), composta por novas cascatas de ultracentrífugas. Quando todas as fases forem concluídas, o país deverá alcançar a autossuficiência na produção de urânio enriquecido para abastecer integralmente as usinas nucleares brasileiras.
Especialistas apontam que o fortalecimento da cadeia nuclear nacional contribui para ampliar a segurança energética do Brasil, diversificando a matriz elétrica com uma fonte de geração de baixa emissão de carbono e elevada confiabilidade operacional.
Além de garantir maior independência tecnológica, o domínio do ciclo do combustível nuclear impulsiona a formação de recursos humanos especializados, o desenvolvimento científico e a inovação em áreas estratégicas para o país.
A ampliação da capacidade de enriquecimento de urânio reforça, portanto, o papel da parceria entre a Marinha do Brasil e a INB como um dos pilares do programa nuclear brasileiro, consolidando avanços tecnológicos que fortalecem a soberania nacional e a sustentabilidade do setor energético.
Fonte: Sociedade Militar
O desenvolvimento de novas tecnologias para geração de energia limpa, segura e eficiente tem colocado o tório no centro das discussões sobre o futuro da energia nuclear. Considerado uma alternativa promissora ao urânio, o elemento apresenta vantagens relacionadas à abundância de reservas, segurança operacional e potencial para redução de resíduos radioativos de longa duração.
No Brasil, a Coppe/UFRJ ocupa posição de destaque nesse cenário por meio das pesquisas desenvolvidas no Laboratório de Design de Reatores (LaboraThorium), coordenadas pelo professor Giovanni Laranjo de Stefani, do Programa de Engenharia Nuclear. Os estudos integram uma ampla rede de pesquisa dedicada ao desenvolvimento de tecnologias nucleares avançadas baseadas no uso do tório.
As investigações envolvem aplicações em reatores de Geração III+ e Geração IV, pequenos reatores modulares (SMRs), microrreatores e sistemas inovadores capazes de ampliar a segurança, a eficiência energética e a sustentabilidade da geração nuclear. Entre as linhas de pesquisa está o estudo do ciclo do tório (Th-232 para U-233), considerado uma das alternativas mais promissoras para a próxima geração de reatores nucleares.
Além do desenvolvimento de novos conceitos de reatores, os pesquisadores analisam a viabilidade da utilização de combustíveis à base de tório em tecnologias já existentes, buscando soluções que possam aproveitar a infraestrutura nuclear atual e, ao mesmo tempo, reduzir impactos ambientais e aumentar o aproveitamento energético dos combustíveis.
O Brasil possui uma das maiores reservas de tório do mundo, fator que amplia o potencial estratégico dessas pesquisas para o fortalecimento da soberania energética nacional e para a consolidação de tecnologias desenvolvidas no país. Nesse contexto, a atuação da Coppe contribui para posicionar a universidade na fronteira do conhecimento em engenharia nuclear e inovação energética.
As pesquisas desenvolvidas pelo LaboraThorium reforçam o compromisso da Coppe com a busca por soluções tecnológicas voltadas aos desafios energéticos do futuro, integrando ciência, inovação e desenvolvimento sustentável em uma área considerada estratégica para as próximas décadas.
FONTE: COPPE UFRJ
O maior acidente radiológico da história ocorrido fora de uma usina nuclear continua sendo um marco para a ciência, a proteção radiológica e a gestão de emergências no Brasil. Em uma entrevista especial, o Dr. Walter Mendes Ferreira, físico e especialista em proteção radiológica, compartilha os bastidores de sua atuação no Acidente Radiológico de Goiânia, ocorrido em 1987, quando uma fonte de césio-137 provocou um grave episódio de contaminação.
Na conversa, o pesquisador relembra os desafios enfrentados pela equipe técnica desde a identificação da fonte radioativa até as ações de contenção da contaminação, destacando a importância da atuação rápida e coordenada dos profissionais envolvidos. Walter Mendes foi o responsável por identificar tecnicamente que o material encontrado apresentava altos níveis de radiação, permitindo o início das medidas de emergência que evitaram consequências ainda maiores.
Além do relato histórico, a entrevista aborda a evolução da proteção radiológica, dos protocolos de segurança e da preparação para emergências nucleares e radiológicas ao longo das últimas décadas. O conteúdo também ressalta a relevância da formação de profissionais qualificados e da conscientização da sociedade sobre o uso seguro das tecnologias que envolvem materiais radioativos.
O depoimento oferece uma oportunidade para compreender os aspectos técnicos, científicos e humanos de um dos episódios mais importantes da história da energia nuclear no Brasil, contribuindo para preservar a memória do acidente e reforçar a importância da segurança radiológica.
Assista à entrevista completa AQUI

A Secretaria de Segurança Nuclear, Qualidade e Normas (SecNSNQ) participou, no dia 15 de junho, do exercício internacional ConvEx-2a, promovido pelo Centro de Incidentes e Emergências (IEC) da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A iniciativa teve como objetivo avaliar a capacidade de resposta, coordenação e comunicação das autoridades nacionais diante de cenários simulados de emergências nucleares e radiológicas.
A atuação da SecNSNQ ocorreu de forma remota, a partir do Centro de Acompanhamento de Resposta a Emergências Nucleares e Radiológicas Navais (CARE), localizado na Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro. Para a atividade, foi mobilizada uma equipe multidisciplinar composta por especialistas da Marinha do Brasil nas áreas de Proteção Radiológica, Segurança Nuclear, Inteligência, Assistência Médica a vítimas de acidentes radiológicos, Comunicação Social e Operações Navais.
O exercício ConvEx-2a integra uma série de treinamentos internacionais conduzidos pela AIEA com foco no aprimoramento dos mecanismos de notificação, coordenação e troca de informações entre países participantes. Nesta edição, a segunda com participação da SecNSNQ em 2026, os envolvidos receberam três mensagens sequenciais que simulavam um cenário em evolução, envolvendo uma usina nuclear ou um evento radiológico, exigindo respostas técnicas e institucionais em tempo oportuno.
Durante o exercício, as Autoridades Competentes precisaram preencher e encaminhar formulários internacionais por meio do sistema USIE (Unified System for Information Exchange in Incidents and Emergencies), plataforma oficial da AIEA destinada ao intercâmbio de informações sobre incidentes e emergências nucleares e radiológicas.
A participação da SecNSNQ reforça o compromisso da Marinha do Brasil com a manutenção de elevados padrões de segurança nuclear naval, além de fortalecer a capacidade nacional de resposta coordenada em situações de emergência. O treinamento também contribui para o aperfeiçoamento contínuo dos protocolos de comunicação, análise de cenários e tomada de decisão, alinhados às diretrizes internacionais estabelecidas pela AIEA.
Fonte: Linkedin