O Departamento de Engenharia Nuclear é vinculado à POLI – UFRJ, é composto por um corpo docente altamente qualificado, com todos os professores com Doutorado. O DNC hoje tem como chefe o professor Alessandro da Cruz Gonçalves e o Departamento visa a formação de pessoal em nível de graduação e o desenvolvimento de pesquisas básicas e aplicadas na área nuclear. 

Objetivos Gerais

Formar cidadãos críticos, reflexivos, participativos e atuantes, que possam contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população e para a conservação de todas as formas de vida do planeta, a partir de ações pautadas em valores éticos e legais;
Preparar engenheiros nucleares para atender às demandas do mercado de trabalho e suprir as necessidades das diferentes comunidades, participando ativamente do seu desenvolvimento sócio-cultural e econômico;
Promover o saber científico, gerar novas tecnologias e estimular a evolução cultural, procurando socializar os conhecimentos produzidos pela academia, por meio de todos os níveis do ensino e veículos de comunicação;
Desenvolver, apoiar e estimular atividades de ensino, pesquisa ou extensão relacionadas com a solução de problemas científico-tecnológicos;
Contribuir para que as diversas Instituições da comunidade alcancem níveis de excelência no desenvolvimento de suas atividades, produzindo benefícios culturais, científicos e tecnológicos que possam ser revertidos em prol de toda a sociedade.

Objetivos Específicos

O Curso de Engenharia Nuclear da Escola Politécnica da UFRJ visa formar um engenheiro com uma sólida base técnica, científica e profissional geral que o capacite a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuação crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística em atendimento às demandas da sociedade.
O engenheiro nuclear formado estará apto a trabalhar na indústria nuclear, seja na exploração de minerais relevantes para a geração de energia elétrica em reatores nucleares, seja na análise e desenvolvimento de novos projetos de reatores nucleares, como também na aplicação de radiações nucleares aos mais diversos ramos da atividade econômica, como medicina nuclear, preservação de alimentos, preservação de obras de arte, ensaios não-destrutivos de estruturas, etc.

É apresentado sob o ponto de vista de princípios e fundamentos da concepção teórico-metodológica e das diretrizes gerais para o desenvolvimento metodológico do ensino.

Princípios e Fundamentos da Concepção Teórico-Metodológica

O curso tem a sua estrutura organizada com base nos seguintes princípios:

 Formação básica com alto nível científico e técnico;
 Formação que permita ao aluno desenvolver sua cultura geral e atuar num ambiente em que tanto o conhecimento técnico–científico como a formação nas áreas humanas e econômicas sejam importantes;
 Formação profissional com conhecimentos politécnicos em engenharia térmica, elétrica, mecânica e civil, além de economia da energia e preservação ambiental;
 Oferta de disciplinas de formação profissional desde o primeiro período;
 Multidisciplinaridade caracterizada pela oferta de disciplinas originadas de diversas áreas;
 Sólida formação teórica, desenvolvendo a capacidade de compreender a Engenharia Nuclear como ciência aplicada de forma a poder participar ativamente de discussões sobre problemas com profissionais de outras áreas;
 Formação básica de caráter generalista, com estruturação multi e interdisciplinar, possibilitando a articulação entre as atividades que compõem a proposta curricular;
 Estímulo às atividades que socializam o conhecimento produzido pelo corpo docente e pelos discentes, afirmando a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;
 Estímulo às atividades complementares, destacando-se a iniciação científica, extensão, monitoria e participação em eventos acadêmicos, científicos e culturais;
 Integração da teoria com a prática de maneira flexível para o desenvolvimento de competências e habilidades que levem o aluno a procurar, interpretar, analisar e selecionar informações, identificar problemas relevantes e realizar projetos de pesquisa através de sólida fundamentação técnica.

Diretrizes Gerais para o Desenvolvimento Metodológico do Ensino

O Curso de Engenharia Nuclear tem a duração convencional de cinco anos. O aluno para se formar deve cursar 4225 horas, assim distribuídas:

 Disciplinas Obrigatórias – 2880 horas;
 Atividades Acadêmicas Optativas (escolhas condicionadas) – mínimo de 480   horas;
 Atividades Optativas de Livre Escolha – mínimo de 60 horas;
 Atividades Acadêmicas Optativas (Grupo 1 – Humanas) – 60 horas;
 Atividades Acadêmicas Optativas (Grupo 2 – ACE) – 405 horas;
 Requisito curricular suplementar “Projeto de Graduação” – (180 horas);
 Requisito curricular suplementar “Estágio Obrigatório” – (160 horas);

As disciplinas obrigatórias compreendem as matérias de formação básica (matemática, física, química, informática) que são essencialmente as mesmas que a Escola Politécnica já ministra aos demais cursos de Engenharia; matérias de formação geral (ciências sociais, econômicas e da administração e ciências do ambiente), neste caso com um conjunto ampliado em relação aos cursos atuais; além de disciplinas de formação específica da Engenharia Nuclear.
As atividades acadêmicas optativas (escolha condicionada) e as atividades optativas de livre escolha permitem ao aluno adequar o curso às suas peculiaridades particulares. No conjunto de disciplinas optativas (condicionadas), são oferecidas disciplinas que ampliam o curso de Engenharia Nuclear no sentido de um curso de engenharia da energia, ou que ampliem as habilidades técnicas e / ou gerenciais dos alunos.
Os requisitos curriculares suplementares têm o objetivo de permitir ao aluno integrar os diversos conhecimentos adquiridos nas diferentes disciplinas aplicando-os na solução de problemas reais (ou bastante próximos da realidade) e procurando resolvê-los em equipe e gerando uma documentação técnica adequada.

Competências e Habilidades

 Ter cultura científica de forma a poder participar ativamente de discussões sobre problemas com profissionais de outras áreas;
 Comunicar-se bem de forma oral e escrita;
 Saber produzir sínteses numéricas e gráficas de dados;
 Dominar uma língua estrangeira, preferencialmente o inglês, pelo menos no nível da leitura;
 Ter habilidades gerenciais;
 Atuar em pesquisa básica e aplicada nas diferentes áreas da Engenharia Nuclear;
 Estabelecer relações entre ciência, tecnologia e sociedade;
 Comprometer-se com o desenvolvimento profissional constante, assumindo postura de flexibilidade e disponibilidade para mudanças contínuas.

Perfil do Aluno Egresso

O aluno egresso, além de sólidos conhecimentos em engenharia e da visão sistêmica de seus problemas, terá desenvolvido o espírito crítico e criativo, que o imbui de uma forte postura ética e humanística cada vez mais necessária em todas as áreas do conhecimento, bem como estará habilitando para a gestão multi e interdisciplinar das atribuições do Engenheiro Nuclear.

O treinamento teórico e prático de alta qualidade na sua formação habilitará o egresso a exercer atividades de liderança técnica nas áreas industrial, governamental e de consultoria, alcançando diretamente, os organismos governamentais, as empresas públicas e privadas, as organizações não governamentais, bem como, de forma geral, profissionais para o exercício autônomo de suas atividades.

Em linhas gerais, o egresso do curso de Engenharia Nuclear da Escola Politécnica da UFRJ deve adquirir durante seu aprendizado, competência técnico-científica para lidar com questões de engenharia que envolvam:

  Poder de síntese e análise de problemas;
  Identificação, formulação e solução de problemas de engenharia;
  Capacidade de planejar, acompanhar e executar projetos;
  Capacidade de buscar as relações de causa e efeito pertinentes à Engenharia Nuclear;
  Capacidade de avaliar as interações entre as ações da engenharia com o ambiente;
  Percepção do controle da utilização dos recursos ambientais;
  Domínio de técnicas e ferramentas de suporte aplicáveis ao gerenciamento nuclear e ambiental;
  Domínio de técnicas de intervenção para a mitigação e remediação dos impactos ambientais;
  Domínio de ações de conservação dos recursos naturais;
  Domínio da abordagem sistêmica nos processos de formulação e avaliação de projetos de desenvolvimento.

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