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Avanços na área de medicina nuclear estão permitindo tornar o tratamento do câncer cada vez mais preciso e personalizado. Uma tecnologia desenvolvida no âmbito da COPPE/UFRJ demonstra como a pesquisa acadêmica pode gerar soluções inovadoras para apoiar médicos e beneficiar pacientes oncológicos.
A tecnologia foi criada pela pesquisadora Mirta Barbara Torres Berdeguez, doutora pelo Programa de Engenharia Nuclear da Coppe, durante seu trabalho de doutorado sob orientação do professor Ademir Xavier. A partir dessa pesquisa, surgiu uma plataforma que permite calcular com alta precisão a dose de radiação administrada em tratamentos com radiofármacos, possibilitando terapias mais eficazes e seguras para pacientes com câncer.
A solução tecnológica foi posteriormente incorporada à startup Dosimagem, que oferece um serviço online capaz de analisar imagens médicas e determinar a dose ideal de radiação para cada paciente. Ao considerar as características individuais do organismo e do tumor, a tecnologia permite um tratamento personalizado, aumentando as chances de sucesso terapêutico e reduzindo efeitos colaterais.
A dosimetria personalizada representa um dos pilares da chamada medicina de precisão, pois possibilita ajustar a terapia ao perfil específico de cada paciente. Entre os benefícios estão maior controle do tumor, redução da toxicidade do tratamento e proteção de órgãos saudáveis próximos à área irradiada.
O projeto teve início ainda durante o doutorado da pesquisadora na Coppe e contou com colaboração do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, aproximando a pesquisa acadêmica da prática clínica. A iniciativa é um exemplo de como o ecossistema de inovação das universidades públicas brasileiras pode gerar tecnologias capazes de impactar diretamente a saúde e a qualidade de vida da população.
A tecnologia também já desperta interesse internacional, reforçando o potencial das pesquisas desenvolvidas na universidade brasileira para contribuir com avanços na área de oncologia e medicina nuclear.
Fonte: COPPE/UFRJ – Instagram
A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro está com inscrições abertas para o Programa Bolsa Nota 10 – Mestrado e Doutorado, iniciativa que tem como objetivo incentivar a excelência acadêmica nos programas de pós-graduação do estado do Rio de Janeiro.
O programa oferece bolsas com valores diferenciados para estudantes de mestrado e doutorado que apresentem desempenho acadêmico de destaque em programas de pós-graduação avaliados com conceitos 5, 6 ou 7 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. A iniciativa busca fortalecer a formação de recursos humanos altamente qualificados e estimular o desenvolvimento científico e tecnológico no estado.
As bolsas são destinadas aos períodos finais dos cursos, contemplando os últimos 12 meses do mestrado e os últimos 24 meses do doutorado, período considerado estratégico para a consolidação das pesquisas e a produção científica dos estudantes.
A seleção dos candidatos ocorre por meio das coordenações dos programas de pós-graduação, que indicam os estudantes com melhor desempenho acadêmico e potencial científico para concorrer às bolsas. O programa tem contribuído para o fortalecimento da pesquisa em diversas áreas do conhecimento, reconhecendo estudantes que se destacam em suas trajetórias acadêmicas.
O resultado final da primeira cota está previsto para divulgação a partir de maio de 2026, e o da segunda cota, a partir de setembro de 2026.
Os interessados devem consultar o edital completo e realizar a inscrição por meio do sistema da FAPERJ dentro do prazo estabelecido.
Mais informações AQUI
Fonte: FAPERJ
A Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (NUCLEP) recebeu, no dia 10 de março, estudantes integrantes das equipes vencedoras do Hackapower 2025, competição acadêmica que integra as Olimpíadas Nucleares Brasileiras (ONB) e reúne universitários de todo o país em desafios voltados à inovação no setor nuclear.
A visita teve como objetivo reconhecer o desempenho dos estudantes e promover a aproximação entre a indústria nuclear brasileira e o meio acadêmico, incentivando a formação de novos talentos para o setor. Durante o encontro, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre as atividades da NUCLEP e discutir perspectivas para o desenvolvimento tecnológico na área nuclear.
Entre os destaques da competição está a Equipe Nautilus, vencedora do eixo temático Energia, que apresentou o projeto intitulado “Implementação de MMRs em Sistema Offshore: Plataformas”. A proposta explora o uso de microrreatores nucleares modulares (MMRs) para geração de energia em sistemas offshore, oferecendo uma alternativa inovadora e mais sustentável para operações industriais no ambiente marítimo.
O Hackapower reúne estudantes de graduação e pós-graduação de diversas instituições brasileiras, que trabalham em equipes multidisciplinares para desenvolver soluções tecnológicas aplicadas a três eixos principais: energia, sustentabilidade e preservação de alimentos. A iniciativa busca estimular a inovação, fortalecer a colaboração entre universidades, centros de pesquisa e indústria e contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico do setor nuclear no Brasil.
A recepção dos estudantes pela NUCLEP reforça a importância de aproximar jovens pesquisadores do setor produtivo, criando oportunidades para que ideias desenvolvidas no ambiente acadêmico possam evoluir para soluções tecnológicas com impacto real na indústria.
Fonte: Defesa em Foco
Estão abertas as inscrições para o Prêmio Jovem Cientista, uma das mais tradicionais iniciativas de incentivo à pesquisa científica no Brasil. A premiação é promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e busca reconhecer jovens talentos que desenvolvem projetos inovadores capazes de contribuir para o avanço da ciência e da tecnologia no país.
O prêmio é voltado a estudantes do ensino médio, graduação, pós-graduação e jovens pesquisadores, estimulando a produção científica desde as etapas iniciais da formação acadêmica. A iniciativa tem como objetivo incentivar a investigação científica, valorizar novas ideias e aproximar os jovens da pesquisa e da inovação.
Reconhecido nacionalmente, o Prêmio Jovem Cientista já revelou diversos pesquisadores que hoje atuam em universidades, centros de pesquisa e instituições científicas no Brasil e no exterior. Além do reconhecimento acadêmico, os vencedores recebem premiação financeira e visibilidade científica, o que contribui para o fortalecimento de suas trajetórias acadêmicas e profissionais.
Os trabalhos submetidos serão avaliados por uma comissão científica especializada, considerando critérios como originalidade, relevância científica, impacto social e potencial de inovação.
A participação no prêmio representa uma importante oportunidade para jovens pesquisadores apresentarem suas pesquisas e contribuírem para o desenvolvimento científico e tecnológico do país.
Mais informações AQUI
Fonte: Prêmio Jovem Cientista
Quinze anos após o acidente nuclear de Fukushima Daiichi, ocorrido em 11 de março de 2011, a energia nuclear voltou ao centro das discussões sobre segurança energética e transição para fontes de baixo carbono em diversos países. O tema reaparece na agenda internacional em um momento marcado pela crescente demanda por eletricidade e pela necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
O desastre de Fukushima, considerado o mais grave acidente nuclear desde Chernobyl (1986), levou vários países a reverem seus programas nucleares, fechando reatores e reforçando normas de segurança. No Japão, por exemplo, todos os reatores foram desligados após o acidente e apenas parte deles foi gradualmente reativada após anos de revisão regulatória e debate público.
Atualmente, a energia nuclear volta a ser vista por muitos governos como uma alternativa estratégica para garantir segurança energética e redução de emissões de carbono, especialmente diante do crescimento do consumo de energia associado à digitalização da economia, à expansão de centros de dados e ao desenvolvimento de tecnologias como inteligência artificial e semicondutores.
Mesmo com esse movimento de retomada, o tema ainda gera debates. Especialistas destacam que, além das vantagens relacionadas à produção de energia em larga escala e com baixa emissão de carbono, permanecem desafios importantes, como o armazenamento seguro de resíduos radioativos, os custos de construção de novas usinas e a necessidade de manter elevados padrões de segurança operacional.
Nesse cenário, diversas iniciativas de pesquisa e inovação buscam desenvolver novas tecnologias nucleares, incluindo reatores modulares avançados e sistemas de segurança aprimorados, que prometem maior eficiência, flexibilidade e níveis adicionais de proteção. Essas tecnologias vêm sendo discutidas como parte das soluções para uma matriz energética mais diversificada e sustentável.
A retomada do debate sobre energia nuclear demonstra como o setor continua sendo um tema estratégico no cenário global, envolvendo questões de segurança, inovação tecnológica, sustentabilidade e planejamento energético de longo prazo.
Fonte: Globo