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A COPPE/UFRJ está na liderança de um estudo pioneiro sobre a viabilidade do uso de Pequenos Reatores Modulares (SMRs) em plataformas de petróleo, uma tecnologia que pode revolucionar a geração de energia offshore no Brasil. O projeto, coordenado pelo professor Aquilino Senra, do Programa de Engenharia Nuclear, busca alternativas mais limpas e eficientes para a transição energética no setor de óleo e gás.
O estudo, desenvolvido em parceria com a Petrobras, analisa uma possível substituição das turbinas a gás atualmente usadas em alto-mar por SMRs, visando a redução das emissões de carbono. A proposta inclui a criação de hubs híbridos — que combinariam energia nuclear e fontes renováveis — capazes de alimentar múltiplas plataformas em um raio de 30 km.
Segundo o professor Aquilino Senra, embora ainda não haja decisão da Petrobras para implantar reatores modulares, o estudo considera essa e outras opções sustentáveis. “A Petrobras ainda não planeja implantar SMRs, mas está avaliando essa e outras fontes limpas, como a eólica e a solar, para descarbonizar suas operações offshore”, explicou.
O professor também destacou os principais entraves: “A tendência de crescimento da energia nuclear é enorme no curto prazo, e precisamos nos preparar para ela. Contudo há desafios que precisam ser superados para que os SMRs atendam as expectativas para geração de energia elétrica em áreas remotas e fora do sistema integrado nacional”.
Entre os desafios citados por Senra estão os custos, a adaptação dos SMRs para diferentes demandas de carga, a formação de empresas especializadas em operação desses reatores e a criação de um arcabouço regulatório adequado.
A COPPE reafirma, assim, seu protagonismo na pesquisa e inovação em energia nuclear no Brasil, promovendo discussões estratégicas e colaborando com soluções que poderão impactar positivamente o futuro energético do país.
Leia a matéria completa AQUI.
Fonte: COPPE UFRJ
A Jabarra convida profissionais do setor de óleo e gás para o IV Workshop NORM, que acontece no dia 5 de junho, das 8h00 às 17h30, no Rio Othon Palace.
O evento é uma oportunidade única para discutir os principais desafios e soluções relacionados aos materiais radioativos de ocorrência natural (NORM) na indústria de óleo e gás. Com uma programação rica e envolver vários especialistas, o workshop promete promover troca de conhecimentos e networking.
Data: 05 de Junho
Horário: 08:00 às 17:30
Local: Rio Othon Palace - Av. Atlântica, 3264, Copacabana, Rio de Janeiro
Garanta sua vaga até o dia 20 de maio através do link de inscrição AQUI!
A participação é gratuita, porém exclusiva para convidados.
Acesse o site Jabarra AQUI para conferir a programação completa e mais informações.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e o Fórum Internacional da Geração IV (GIF) realizaram 14 de maio de 2025, das 13h15 às 16h45 (horário local), um webinar gratuito e virtual sobre tecnologias nucleares avançadas aplicadas ao setor marítimo, por meio da plataforma IAEA WebEx Webinars.
Objetivos do evento:
• Apresentar o status atual das tecnologias de reatores nucleares avançados para uso marítimo;
• Discutir aplicações potenciais, como usinas nucleares flutuantes, navios cargueiros, quebra-gelos, dessalinização e produção de hidrogênio;
• Analisar os benefícios e desafios dessas tecnologias no contexto marítimo.
O webinar visa promover a educação e o treinamento em tecnologias nucleares, incentivando o intercâmbio de conhecimento entre profissionais e pesquisadores das áreas nuclear e marítima.
Clique AQUI para mais informações sobre o evento!
Confira as transmissões do evento AQUI!
No dia 13 de maio de 2025, foi um dia especial para o Programa de Engenharia Nuclear (PEN) da COPPE/UFRJ, pois celebra-se o primeiro aniversário do Núcleo de Apoio Parental (NAP). Criado a partir da iniciativa de doutorandas, pós-doutorandas e da antiga coordenação do PEN, o NAP surgiu como uma resposta à necessidade urgente de apoiar estudantes na difícil tarefa de conciliar a vida acadêmica com as responsabilidades da parentalidade.
A criação do NAP representou um marco importante para a promoção de um ambiente universitário mais inclusivo e acolhedor. O projeto teve início graças às primeiras doações feitas pelas pesquisadoras Paula Selvatice (doutorado), Simone Pennafirme (pós-doutorado), Thais Hauradou (doutorado) e Harlley Hauradou (doutorado), além do apoio essencial da professora Inaya Lima, coordenadora do PEN/COPPE/UFRJ à época.
O apoio da coordenação, da chefia do Departamento e de todo o Corpo Deliberativo da Engenharia Nuclear da UFRJ foi decisivo para a concretização do Núcleo, que, desde sua fundação, vem servindo como espaço de escuta, acolhimento e apoio prático às famílias de estudantes do programa.
Parabenizamos todos os envolvidos na criação e sustentação do NAP neste primeiro ano de trajetória. A atuação do núcleo é uma demonstração clara de que a universidade valoriza a diversidade e a inclusão, promovendo um ambiente onde todos possam crescer e evoluir, tanto na vida acadêmica quanto na parentalidade. Que os próximos anos sejam repletos de avanços e realizações, reafirmando a importância de iniciativas como essa para o fortalecimento da comunidade universitária.

O Vice-Coordenador do Programa de Engenharia Nuclear (PEN) da COPPE/UFRJ, Giovanni Laranjo de Stefani, junto a pesquisadores e discentes do programa, realizou uma visita técnica ao LABGENE, no Centro Experimental Aramar (CIANA), em Iperó (SP). O objetivo foi aprofundar o conhecimento sobre a importância estratégica da energia nuclear no Brasil, especialmente no contexto da propulsão naval.
A comitiva foi recebida por oficiais da Marinha do Brasil, incluindo os Capitães de Mar e Guerra Felzky (CTMSP) e Kurt (CINA), que destacaram a importância da parceria entre instituições civis e militares. O LABGENE é peça-chave para o desenvolvimento do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear e representa um marco na pesquisa e tecnologia nacionais.
Durante a visita, foram discutidas possibilidades de cooperação institucional e acadêmica, reforçando o papel da universidade pública na formação de profissionais e na promoção da soberania tecnológica. Segundo Stefani, a experiência reafirma a relevância do investimento em pesquisa e inovação na área nuclear.
Foto:
• Giovanni Laranjo de Stefani , Vice-Coordenador e Chefe de Departamento da Graduação em Engenharia Nuclear
Nathalie Gaioti - MSc. Engenheira Ambiental e Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Engenharia Nuclear PEN - Coppe/UFRJ
• Físico Marcelo Vilela da Silva, Pesquisador de pós doutorado PEN/Coppe/UFRJ
• Capitão de Mar e Guerra Felzky ( Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo - CTMSP)
• Capitão de Mar e Guerra Kurt ( Centro Industrial e Nuclear de Aramar - CINA)
Créditos da foto: Marinha do Brasil (CTMSP/CINA)
Créditos da matéria: Nathalie Gaioti