Publicado em 10 de setembro de 2026, o estudo desenvolvido por cientistas do Laboratório de Nanorradiofarmácia do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), localizado na Cidade Universitária, Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, apresenta um microchip diagnóstico capaz de detectar as principais doenças dos bovinos em apenas cinco minutos.
Coordenada pelo pesquisador Ralph Santos-Oliveira, Cientista do Nosso Estado da FAPERJ, a pesquisa integra o Programa Redes de Pesquisa em Nanotecnologia, criado pela FAPERJ em 2019.
Produzido em impressora 3D e em material transparente, o microchip recebe reagentes específicos para diferentes doenças do gado bovino. Com apenas algumas gotas de saliva ou urina do animal em contato com o reagente, é possível identificar, em cerca de cinco minutos, a enfermidade investigada. Gotas de leite também podem ser utilizadas para detectar a presença de resíduos de antibióticos.
Entre as doenças que podem acometer o rebanho estão mastite, brucelose, tuberculose, diarreia e tristeza parasitária. Segundo a FAPERJ, a mastite é uma das principais doenças do gado leiteiro e responde por cerca de 70% das perdas, principalmente em razão da redução da produção de leite.
A tecnologia pode contribuir para reduzir o tempo e o custo dos diagnósticos, permitindo que o pecuarista tenha acesso mais rápido às informações e possa tomar decisões relacionadas ao tratamento dos animais. De acordo com o pesquisador Ralph Santos-Oliveira, os microdispositivos para teste colorimétrico não dependem de profissionais especializados para sua utilização e fornecem resultados em tempo real.
O projeto também foi submetido ao Programa Agro do Futuro, da FAPERJ. O próximo passo previsto é o registro da patente, enquanto o material já está disponível para empresas interessadas em sua comercialização. O laboratório do IEN também pretende desenvolver um microchip semelhante para a detecção de doenças em equinos.
A iniciativa integra os esforços do Programa Agro do Futuro para apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltados ao fortalecimento do ecossistema de agritechs e foodtechs, à modernização da produção agropecuária e à redução de perdas.
Fonte: FAPERJ










