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24 03 PEN Entrevista com Thiago NoticiaA recente entrevista concedida por Thiago Barral, subsecretário de Implementação da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, lança luz sobre os principais desafios e oportunidades do cenário nuclear brasileiro, em um contexto marcado pela transição energética e pela agenda climática global.

Na conversa publicada na revista Conexão Nuclear, Barral destaca que o Brasil vive um momento decisivo, com a aprovação de importantes marcos legais nas áreas climática e energética. No entanto, o principal desafio agora é tirar essas políticas do papel e garantir sua implementação de forma integrada, técnica e eficiente .

Um dos pontos centrais da entrevista é a construção do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), que deverá estruturar o mercado regulado de carbono no país. Segundo Barral, o sistema será fundamental para dar valor econômico às ações de redução de emissões e tornar mais competitiva a produção nacional no cenário internacional .

Nesse contexto, a energia nuclear surge como um elemento estratégico. O subsecretário ressalta que fontes de baixa emissão de carbono, como a nuclear, são essenciais para reduzir a pegada de carbono dos produtos brasileiros, ampliando sua inserção em cadeias globais de valor cada vez mais exigentes do ponto de vista ambiental .

Barral também enfatiza que o mercado de carbono não deve ser visto como um obstáculo, mas sim como uma oportunidade. Para ele, a criação de um sistema robusto e confiável pode transformar os diferenciais ambientais do Brasil em vantagens econômicas reais, fortalecendo a competitividade da indústria nacional .

Outro aspecto relevante abordado é o caráter de longo prazo dessa agenda. A implementação do SBCE está estruturada em diferentes fases e deve se consolidar ao longo dos próximos anos, exigindo coordenação entre políticas públicas, setor produtivo e comunidade científica.

Diante de um cenário global em transformação, a entrevista evidencia que o Brasil possui potencial técnico, científico e energético para assumir protagonismo no setor nuclear, desde que avance na consolidação de políticas, na formação de recursos humanos e no fortalecimento de sua base tecnológica.

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