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16 03 PEN Medicina de precisão NoticiaAvanços na área de medicina nuclear estão permitindo tornar o tratamento do câncer cada vez mais preciso e personalizado. Uma tecnologia desenvolvida no âmbito da COPPE/UFRJ demonstra como a pesquisa acadêmica pode gerar soluções inovadoras para apoiar médicos e beneficiar pacientes oncológicos.

A tecnologia foi criada pela pesquisadora Mirta Barbara Torres Berdeguez, doutora pelo Programa de Engenharia Nuclear da Coppe, durante seu trabalho de doutorado sob orientação do professor Ademir Xavier. A partir dessa pesquisa, surgiu uma plataforma que permite calcular com alta precisão a dose de radiação administrada em tratamentos com radiofármacos, possibilitando terapias mais eficazes e seguras para pacientes com câncer.

A solução tecnológica foi posteriormente incorporada à startup Dosimagem, que oferece um serviço online capaz de analisar imagens médicas e determinar a dose ideal de radiação para cada paciente. Ao considerar as características individuais do organismo e do tumor, a tecnologia permite um tratamento personalizado, aumentando as chances de sucesso terapêutico e reduzindo efeitos colaterais.

A dosimetria personalizada representa um dos pilares da chamada medicina de precisão, pois possibilita ajustar a terapia ao perfil específico de cada paciente. Entre os benefícios estão maior controle do tumor, redução da toxicidade do tratamento e proteção de órgãos saudáveis próximos à área irradiada.

O projeto teve início ainda durante o doutorado da pesquisadora na Coppe e contou com colaboração do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, aproximando a pesquisa acadêmica da prática clínica. A iniciativa é um exemplo de como o ecossistema de inovação das universidades públicas brasileiras pode gerar tecnologias capazes de impactar diretamente a saúde e a qualidade de vida da população.

A tecnologia também já desperta interesse internacional, reforçando o potencial das pesquisas desenvolvidas na universidade brasileira para contribuir com avanços na área de oncologia e medicina nuclear.

Fonte: COPPE/UFRJ – Instagram

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